Solidão

Por Eryck Magalhães | 7/01/2016 02:38:00 PM em | comentários (0)

Palavra
que está
sempre
no aumentativo.

Nonsense

Por Eryck Magalhães | 7/01/2016 02:37:00 PM em | comentários (0)


Tudo tem tido
muito sentido
sem tido
algum
semtido
nenhum

APÓS

Por Pedro Du Bois | 6/21/2016 03:28:00 PM em | comentários (0)

aposto: a primeira resposta
             estará errada
aposto: a chuva passará
            sobre a cidade
aposto: explicarei o detalhe
             para o entendimento
aposto: conforme combinado
             nos encontraremos ao amanhecer
aposto: retratos serão
             obtidos em revelações
aposto: sua apatia está ligada
             ao sorriso descoberto
aposto: o anjo refulge asas
             ante a claraboia
aposto: versos rosnados em ouvidos
             tolos das moças do lugar
disposto: noites para dormir
               em noites para acordar

(Pedro Du Bois, inédito)

INSCRIÇÕES

Por Pedro Du Bois | 6/13/2016 08:57:00 PM em | comentários (0)

No muro as palavras:

            "fora daqui
              aqui estou"

estrangeiro e visitante
no retorno imperdoável
entre fugas e sentidos

olhar o trajeto
e se fazer esperar

o outro lado
não seria aqui
e aqui está

inscrições adquirem vida
em memórias de acompanhamento.

(Pedro Du Bois, inédito)

COMEÇO

Por Pedro Du Bois | 6/05/2016 04:06:00 PM em | comentários (0)

Olhar o panorama
na continuação da jornada

não olhar o opaco
silêncio embevecido
das lembranças: saudades
em novidades anteriores

no progresso olhar
a sensação do esquecimento
no retorno ao começo

única forma
única maneira
único caminho
          para a descoberta.

(Pedro Du Bois, inédito)

ESPERAR

Por Pedro Du Bois | 5/26/2016 02:19:00 PM em | comentários (0)

espera a terra natal
desprovida de histórias
reaparecer enquanto adulto

terras são semeadas
e colhidas

não resguardadas

(Pedro Du Bois, inédito)

FORMA

Por Pedro Du Bois | 5/14/2016 05:49:00 PM em | comentários (0)

A forma do horizonte
próximo à liça: licor
despejado no copo
dos anseios

horizonte em nuvens
de cigarros apagados

o gesto reduz a plataforma
onde lançados à terra irreal
dos dias ansiosos: perguntas
brotam no ocaso do horizonte
sumido ao contato

reviso o texto: lépido
passo. Nada resta
provar: ao horizonte
falta a perspectiva
do perto aprisionado.

(Pedro Du Bois, inédito)


SENTIR

Por Pedro Du Bois | 5/07/2016 09:26:00 PM em | comentários (0)

Cordato homem
atravessa a rua
em que a lua ilumina
a ostentação da noite

ao homem que passa
silencioso
                o rumor
dos profetas ostenta
a decisão de ser o poeta
perdido na imensidão.

(Pedro Du Bois, inédito)

PALCOS

Por Pedro Du Bois | 4/16/2016 12:13:00 AM em | comentários (0)

oposto ao gesto
aceno minha resposta
aposta na confluência
da cena onde me mostro

o mastro aponta o horizonte
na volta completada no encosto
áspero contra a pedra

erro o bote
viro o barco
em amostras

aposto
o que resta: arresto
receber o gesto
em cena.

(Pedro Du Bois, inédito) 

ALMA

Por Pedro Du Bois | 4/04/2016 11:54:00 AM em | comentários (0)

Abro a janela
pelo ar penetra
a anunciação
do retrato falado

afasto o vidro
quebrado na queda
e atrás da cortina
espio o exílio

farto da lembrança
liberto minha alma.

(Pedro Du Bois, inédito)

convite

Por Jura | 3/29/2016 07:42:00 AM em | comentários (0)


ENTREGA

Por Pedro Du Bois | 3/28/2016 11:10:00 PM em | comentários (0)

gratuito exemplar exposto
na banca de revistas

pagamento a partir
da segunda remessa

desejo despertado
em horas de promessas

antes do desjejum sexual
de impolutos seres engravatados

a gratuidade cede espaço
ao desinteressado fato
absorvido na manchete

a exposição barateia custos
de impressão e entrega

(Pedro Du Bois, inédito)


TERRAS

Por Pedro Du Bois | 3/21/2016 09:41:00 PM em | comentários (0)

na terra
onde se aprendem
amarras o contato foge
ao abraço

medeia esforços na noite
desprotegida e nua das esperas

desperta a flor nascida
no instante impreciso
da passagem

sabe instalar o alarme
anunciado na terra incontida
em vasos aprumados
nas sacadas

na terra onde apreendidas
amarras sobrepostas ao corpo
inconfesso dos lamentos

tem a luz e obscurece o tempo
atípico dos amantes

(Pedro Du Bois, inédito)


ONDE

Por Pedro Du Bois | 3/13/2016 03:42:00 PM em | comentários (0)

carrego cicatrizes
sob a pele
agastada: luzes
atravessadas na paciência
experimentada na separação
da vida amortecida em mortes
desconsideradas
onde me situo incólume
     : no afligir do corpo
        despontam marcas
 escurecidas da virtude
 abandonada no pagamento
 necessário aos fatos

retiro o onde
e me habito
em essência

(Pedro Du Bois, inédito)

FUTURO

Por Pedro Du Bois | 3/03/2016 05:23:00 PM em | comentários (0)

Na imprecisão do instante
soube
do futuro
descortinado
- janelas alteram
o sentido do quarto
no espaço devassado -
e nas entrelinhas
li
o futuro
decomposto
- portas precisam
permanecer abertas
pelo lado de fora -
no piscar dos olhos
esqueci
o futuro
descabido
- na cama repousa o corpo
e ao lado o outro corpo
descoberto.

(Pedro Du Bois, inédito)

ALÉM

Por Pedro Du Bois | 2/17/2016 08:31:00 PM em | comentários (0)

O canto ultrapassa a musa
além
     o espaço
     ávido em sons
     distantes
               busca no vazio
               o intermediário gesto
                              de despedida

o som integra a dispersão: na fragmentação
o tom se revela além da musa: história
entre iguais dissociados dos fatos.
Risadas cobrem as palavras.

A musa ultrapassada em beleza
e subserviência despenca escada
abaixo: baixos tons de lamento.

(Pedro Du Bois, inédito)

CORES

Por Pedro Du Bois | 2/09/2016 10:10:00 AM em | comentários (0)

Não interessa ao corpo em movimento
a força abrutalhada do ânimo
no sentimento dos desencontros

nada vale a palavra em contextos
de poemas inalcançáveis nas canções
amadurecidas em rimas e ritmos

não me comove o cheiro doentio
dos perfumes exalados em flores

não me admiro em espelhos convexos
sobre altas janelas de aviões em voos

apenas olho o entardecer pela janela
fixada na dúvida irresolvível da matéria

as cores aparentes me bastam.

(Pedro Du Bois, inédito)

VIVERES

Por Pedro Du Bois | 2/02/2016 03:35:00 PM em | comentários (0)

No entanto
acordo
desperto corpo
levanto e saio
no espaço descoberto

volto e sento
busco no sustento
o alimento da confluência
entre a vontade e a fome

bebo no líquido o gosto
com que tormentas se amplificam

descarto doenças
na purificação do corpo
e olho quem me acompanha
na identificação da vida

deito e durmo o turbilhão
dos sonhos: na madrugada desperto
questões remanescentes.

(Pedro Du Bois, inédito)

REFÚGIOS

Por Pedro Du Bois | 1/26/2016 10:18:00 AM em | comentários (0)

Não reconheço nas flores
cores
estampadas
em cálices e corolas
frágeis

entendo as flores nascidas
no acaso com que plantadas
vicejam
e iluminam
caminhos
e refúgios

(nada mais é o jardim
além do refúgio onde me guardo
do dia mal intencionado
em barulhos e arrulhos).

(Pedro Du Bois, inédito)


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