SAGA

Por Pedro Du Bois | 1/31/2010 10:32:00 PM em | comentários (0)

...
do retorno não pensam os que se vão
mesmo prometendo voltar

choram instantes de revoltas
na necessidade de ir em frente
de ir embora na busca do sustento
e do remédio que alenta
os que ficam

os olhos vislumbram luzes estelares
e de todos os quadrantes se sentem observados
seja o espaço o esconderijo dos ausentes
e a eles tenham que prestar contas
...

(Pedro Du Bois, POETA em OBRAS, Vol. VI, fragmento)

O LIXO REVOLVIDO

Por Pedro Du Bois | 1/25/2010 06:06:00 PM em | comentários (0)

A penumbra
aumenta
a solidão
do artista

a moça
sofre
no papel
de corista

a prostituta
dança
na boate
espúria

pluma
fitas
tocos de cigarros

a lata do lixo.

(Pedro Du Bois, O LIXO REVOLVIDO)

O COLETOR DE RUÍNAS

Por Pedro Du Bois | 1/21/2010 06:10:00 PM em | comentários (0)

20

O tiro abate
a ave
sobre o campo

o cachorro
fareja o sangue
ainda quente

abocanha o corpo
e o entrega

(carne servida entre saladas
e vinhos: ao cão, os ossos).

(Pedro Du Bois, O COLETOR DE RUÍNAS)

TRAJETO INVERSO

Por Pedro Du Bois | 1/17/2010 08:49:00 PM em | comentários (0)

casa velha
antiga

tombada
pelo que representa
do passado

não para ser analisada
e dissecada

para sabermos
como sobreviviam
nossos ancestrais.

(Pedro Du Bois, TRAJETO INVERSO)

Selo "Vale em Poesia" apresenta:

Por Tonho França | 1/16/2010 04:08:00 PM em | comentários (0)




À Medida dos Tempos



do poeta Clebber Bianchi




Uma poesia que encanta, emociona, toca-nos de uma forma terna, eterna; pincelada em aromas de saudade, seus versos voam e nos permitem voar. Traz o céu para mais perto de nossos olhares.


Fale com o autor, adquira o seu exemplar autografado - cleberbianchi@hotmail.com


SELO VALE EM POESIA -

Tonho França

Editor.










Do céu

Por Eryck Magalhães | 1/13/2010 11:38:00 PM em | comentários (1)

           Os primeiros pingos começavam a cair. De tão espessos, pareciam martelar o solo. Em pouco tempo a enxurrada varreu tudo. Em meio ao lamaçal, uma senhora que aparentava ter a vivência de mais de meio século, elevava seus braços de fartas carnes ao céu e, de olhos cheios d’água, agradecia a Deus por ter salvo um pouco do pouco que tinha. Não se deu conta de que a chuva viera do céu.


O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Feeds RSS

Receba as novidades do Vale em Versos em seu e-mail

Livros do Vale

Apoiamos

Adicione

Arquivos