Deliciosa poesia
que dos teus labios
se pronuncia
Acelerado coração
emoção da alma
-incendiada-
intensidade anunciada
Obra dividida em duas partes, em que a primeira: Ecos, trabalha com a questão do preconceito Racial, assim como Oswald de Andrade em sua melhor fase antropofágica, brinca com a história do Brasil que o negro está inserido e acorrentado; A segunda, Outros versos, é composta de poemas variados, mas com qualidade ímpar, de uma sensibilidade invejável.
Traduzir os objetos
..................baratos em preços em preços
...................................destacar
...................................o motivo
...................................e rearrumar
...................................o efeito: a vitrina
...................................expõe o todo.
(Pedro Du Bois, OS OBJETOS E AS COISAS, 1ª Parte, I)
Algum Lugar Aonde Habita a Coisa Nenhuma.
Por Vitor Berigo | 6/16/2010 12:44:00 PM em | comentários (0)
Era algum lugar aonde habita nenhuma coisa, coisa alguma. O vazio pesado é um lugar. Respirara o infinito do invisível vento, como ela, o vento só quer procurar, procurar... Procura dentro das frestas da anatomia do seu corpo a força de algum sopro.
Contudo, deleita-se sobre o leito vestido de lençol branco e rasgado que conforta o seu corpo. O que a noite poderia lhe dar? Uma cachaça derramada ao lado e um imenso horizonte de cor branca, mirado no alto, parado, pelo teto, na sua reta. Os segundos escapavam das mãos dela. Agora, a lua fria e branca fugia pela janela... O vento levara tudo embora. Não me pergunte como, eu procuro quem passa e deixa a porta aberta.
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