
Ah! Menino-demônio
Anjo-velhaco
Pegaste o elevador fantástico
para pousar na brilhante neve infernal
Esporra essa metralhadora giratória de impropérios
em minha boca torta
em meu ouvido invisível
em meus orifícios violados
em meus poros pudicos
para que junto de ti e ao sol roxo de vergonha
eu deixe distanciar minha inocência
em mais um tapete voador
Para Piva
Por Fabiano Fernandes Garcez | 7/04/2010 06:02:00 PM em Fabiano Fernandes Garcez, Poesia, Poesias, São Paulo | comentários (1)
A saudade vem lá do fundo
Vem calejada, vem dos silêncios.
Dos vãos da escada,
Pelas mãos do vento
nas louças guardadas,
nas preces esquecidas.
Nas chuvas do fim da tarde
Em letras de músicas perdidas
A saudade invade as alcovas,
Dorme no leito vazio,
A saudade é de um cinza frio,
Que a lua ainda que cheia e luzente,
Não espanta, não desmancha,
A saudade aos poucos, bem lentamente,
É dose de ausências, nos leva pra sempre.
Tonho França
Não sabia ao certo onde tecer sua teia.
Escolheu um cantinho de parede da cozinha.
Acertou na mosca.
*Microconto premiado pela ABL
http://www2.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=10369&sid=672



