MEU AMIGO OMAR
Por W.G. | 8/11/2010 09:44:00 PM em Aparecida, poema em prosa, Wilson Gorj | comentários (0)
Alguma coisa
de valor
será encontrada
no lixo
algo que possa ser transformado
consumido
transacionado
ou jogado fora.
(Pedro Du Bois, O LIXO REVOLVIDO)
21º Bienal do livro de São Paulo
Por Fabiano Fernandes Garcez | 8/10/2010 06:54:00 PM em Clebber Bianchi, Eryck Magalhães, Fabiano Fernandes Garcez, Jurandir Rodrigues, Tonho França, Wilson Gorj | comentários (0)
poema
sinto a falena
como sujas calçadas
um jorro de água
e a poesia
limpa
sujeiras
cadeiras
palavras
Fazer das palavras cores
De suas matizes flores
Em sua lavra dores.
Como cães de outrora
procuro postes na beira das calçadas
para me apoiar e urinar
como corujas piando no escuro
desapareço nas sombras da cidade
com medo de ser policiado
como vendilhões que assaltam
na cobrança de taxas de proteção
pego o que posso com pressa e denodo
dos otários atravessados na minha frente
como meus pais pródigos em conselhos
todas as manhãs me olho no espelho
faço caretas e estudo poses
fortificado e satisfeito saio
e busco no trabalho - de óculos e relógio -
a simplicidade da sobrevivência.
(Pedro Du Bois, OS CÃES QUE LATEM)

