Nuvens cinzentas
Ipê amarelo
dores magentas.
Por mais que tentasse, o preto não conseguia dar sentido ao grito do Ipiranga.
Não há resposta:
dúvidas permanentes cobrem o espaço
vazio de lamentações e gritos:
de nenhuma razão falamos aos filhos;
as lutas inglórias do passado
são meras referências do que não fizemos.
Estar aqui pode ser a resposta,
fosse outra hora e fôssemos seres
de igual ressonância e magnetismo.
Não mentirosos obscuros
e irreais mascates das estrada.
...
(Pedro Du Bois, POETA em OBRAS, Vol. X, fragmento)
tocar a palavra
sentir a palavra
beber a palavra
sacro oficio
oferecer-se a palavra
ser a palavra
viva
prazer
pra ser
poesia
alimento vivo de todo dia
Tonho França
bom estar em casa
mesa posta
livros na cabeceira.
Poema
Pó de poesias
irrigadas
pelo vento
Mar palavras
naufragando
por ondas
de um mar sem fim
Vindo de encontro
a mim
Assim como a onda
que bate nas pedras...
Incertas!!
Palavras de amor
jogadas ao vento
Momentos!!
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