A LUZ DESPOSSUÍDA

Por Pedro Du Bois | 12/10/2010 04:22:00 PM em | comentários (0)

Geração de luzes apagadas
escuros palcos periféricos

som
movimento
corpos

esperados gestos inacabados

não há amor entretanto
acredita no começo

e nas luzes enquanto acesas.

(Pedro Du Bois, A LUZ DESPOSSUÍDA, Ed. do Autor)

Magnetismo

Por Eryck Magalhães | 12/03/2010 04:34:00 PM em | comentários (0)

Paixão é quando os corações são imãs um do outro.

ADORMECIDO

Por W.G. | 12/02/2010 10:52:00 AM em , , | comentários (0)

Com o beijo dos olhos,
o poema despertou.
Declamei-o.
Seus versos espreguiçaram.
No último bocejo,
a poesia voou.

APRENDENDO A VOLTAR

Por Pedro Du Bois | 12/01/2010 02:08:00 PM em | comentários (0)

trago inoculada a peçonha
oposta forma de desprezo
fechando auroras em vésperas
inodoras dos corpos
exangues
opostos ao desejo
inventado em infâncias
de brincadeiras: sustos
tombos
irresponsabilidade

(muitos caminhos se fecham às costas
dos que voltam).

(Pedro Du Bois, APRENDENDO A VOLTAR, VI, Ed. do Autor)

Tautologia

Por Eryck Magalhães | 12/01/2010 12:49:00 PM em | comentários (0)

Inesperadamente, não se sabe de onde, surgiu um homem com uma borracha até certo ponto comum, e apagou todas as palavras do mundo. Insatisfeito, entrou nas mentes de toda a gente e de lá arrancou todas as palavras. Finalmente partiu para não se sabe onde, levando-as consigo.
Com muito custo, algum tempo depois, algumas pessoas começaram a se lembrar de alguns vocábulos. Porém, por mais que se esforçassem, não conseguiam se lembrar de seus significados. Logo, o que era até então conhecido como árvore passou a ser chamado de terra, a terra agora era rio, o rio, nuvem. Talvez o mais inusitado tenha acontecido com o amor que virou ódio. Não era raro ouvir dos casais apaixonados a insólita declaração “eu te odeio”, dita com extrema delicadeza e sinceridade que fazia apetecer qualquer coração.
No mais, tudo ficou como era antes, mesmo não sendo.

QUESTÕES TELÚRICAS

Por JURA | 12/01/2010 10:22:00 AM em | comentários (1)

Já foste hoje ao seu quintal?

Já viste os pássaros que encantam suas árvores

E se nutrem dos pequenos insetos

Que se abastecem do que é chão e alto?

Já deixaste entrar aquela réstia que vem dele

E aquela brisa com cheiro de verde?

Já pisaste na terra e sentiste os pés se acomodando

em  suas origens?


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