FORJAR

Por JURA | 4/15/2011 11:11:00 AM em | comentários (1)

Com uma tristeza insolúvel

Material

Cortada à faca.

Uma tristeza farta

Consistente

Forjada sempre.

DORMIR

Por Pedro Du Bois | 4/13/2011 01:39:00 PM em | comentários (0)

Dormir
compromisso
corporal

não dormir
descompromisso
mental

mentalizar
o sono

apagar.

(Pedro Du Bois, POUCAS PALAVRAS, Edição do Autor)

PERSPECTIVA

Por Pedro Du Bois | 4/07/2011 02:11:00 PM em | comentários (0)

Em perspectiva
      estávamos todos
      fôssemos ramalhetes:
flores intocadas da adolesência

      sorríamos o reencontro
      velhos e moços
      dispostos ao reconhecimento

os do fundo e os da frente
os que trocaram de lugares
os que mantiveram as posições

      tínhamos a perspectiva do encontro
      quando nos conhecemos adultos
      no que fomos enquanto crianças.

(Pedro Du Bois, inédito)

O NOME PROVISÓRIO - 5

Por Pedro Du Bois | 4/07/2011 02:04:00 PM em | comentários (0)

Não falo sobre nomes.
Acredito na felicidade dos fatos
recontados em mistério: a moral
confabula figuras no limite

                da história
                do histerismo
                do hiato.

       Desacredito desde criança
    na hesitação do mistério.

(Pedro Du Bois, A PALAVRA DO NOME, Edição do Autor)

Crash

Por Tonho França | 4/01/2011 12:13:00 PM em | comentários (1)

Crash




Sinto a aspereza do tempo e da pressa

A rudeza dos olhares cinzas e sem graça

Pessoas pessoas pessoas pessoas pessoas

Tráfego fumaça buzina anonimato fome pressa

Pessoas pessoas pessoas pessoas pessoas

O sol não traz cores diferentes, o sol é quase que rotina

As flores de plástico enfeitam parapeitos entre grades

Há milhões de vozes e ruídos, nada em conjunto faz sentido

Pessoas pessoas pessoas pessoas pessoas pessoas

Necessidade vontade fome fumaça buzina anonimato

E eu poeta sozinho fumo meu cigarro no canto da página da vida

Criando versos de cimento e ferro, áspero, rude, agressivo

Pessoas pessoas pessoas pessoas pessoas pessoas

Todas elas em trânsito, em tráfego, em mim, comigo...



Tonho frança

Melancolia

Por Eryck Magalhães | 4/01/2011 12:57:00 AM em | comentários (1)

Tamanho era o sofrimento que chorar as pitangas de nada adiantaria. Chorou melancia.


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