necessidades

Por JURA | 6/17/2011 05:28:00 PM em | comentários (1)

Cigarro queimando, corroendo o que resta de solidão e melancolia.
Bebida forte, sem gelo, aquecendo o tédio e a angústia.
Um blues, agoniado, ritmando a aflição e o tormento.

Homenagem ao 123º Aniversário de Fernando Pessoa

Por Fabiano Fernandes Garcez | 6/13/2011 03:31:00 PM em | comentários (1)


Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:    


"Navegar é preciso;  viver não é preciso". 


Quero para mim o espírito [d]esta frase,   
transformada a forma para a casar como eu sou: 


Viver não é necessário;  o que é necessário é criar. 
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.  
Só quero torná-la grande,  
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo. 


Só quero torná-la de toda a humanidade;   
ainda que para isso tenha de a perder como minha.  
Cada vez mais assim penso. 


Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue   
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir  
para a evolução da humanidade. 


É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

AZUL

Por JURA | 6/08/2011 06:24:00 PM em | comentários (2)

minha poesia
é quase nula diante
de um dia tão AZUL.

A NECESSÁRIA PARTIDA

Por Pedro Du Bois | 6/07/2011 10:42:00 AM em | comentários (0)

Desde quando me fiz início
sei da necessidade
da partida. Desde então
me acoberto em espaços
que não me pertencem
em busca do que
me nego ao necessário.
Fosse eu a permanência.

(Pedro Du Bois, A NECESSÁRIA PARTIDA, Vol. I, dedicatória, Edição do Autor)

Cheiro de saudade

Por Eryck Magalhães | 6/05/2011 03:58:00 AM em | comentários (0)

             dedicado à avó Maria


cheiro de mexerica

e o aconchegante sol de inverno

só não era mais aconchegante

que a companhia de minha avó

REMINISCÊNCIAS

Por Pedro Du Bois | 6/01/2011 01:58:00 PM em | comentários (0)

A vida sem replay,
flahback, cortes de cena.

Dias monótonos em repetições.
A audácia comum aos sedentários.

Esportes radicais, emprego
de astronauta. A multidão
cerca o palco, carros
ultrapassam trezentos
quilômetros por hora.

Vida envelhecida em repetições.
A sensação de tédio e raiva.

Não mais cantar: saltar.
Não mais viajar ao espaço.

Apenas: deixar-se ficar
no alpendre onde replays
e flahbacks se eternizam.

(Pedro Du Bois, DAS DISTÂNCIAS PERMANENTES, Edição do Autor)


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