Por Pedro Du Bois | 8/10/2011 10:10:00 AM em | comentários (0)
. INVESTIGAÇÃO
Quando encerra o expediente
o investigador engaveta
seu trabalho ao próximo dia?
Quando cessa seu trabalho
no final do turno
o investigador leva para casa
sua linha de raciocínio?
Quando descansa junto à janela
após jantar com a família
ou do lanche no bar da esquina
o investigador dispensa
o caso guardado?
Quando dorme no final da noite
com o que sonha o investigador?
(Pedro Du Bois, inédito)
Apaguei a luz pra que não visse minhas lágrimas. Porque também a luz atrapalhava, direcionava minha atenção pra outros sons e cores. Queria-me inteiro pra música.
Escrever me define o que sou, quem sou, e o que vejo do que outros são.
Escrever dói, arranha, anima, ânima.
Alma, blues, "todo amor que houver nessa vida"
Escrever me salva de mim mesmo.
O negro de tão negro é invisível
invisível aos olhos dos que vêem
aos cegos os negros são mais lúcidos
pois negro é tudo o que vêem.
(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 22)
Imagens
embebidas em água
na revelação do filme.
A luz vermelha
proíbe a entrada.
Vejo você
delineada no papel.
Sorridente na fotografia.
O papel liso e brilhante
contêm a sua imagem:
saudade do tempo
que não consigo alcançar.
(Pedro Du Bois, inédito)
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