MANHÃ FRIA

Por JURA | 11/14/2011 07:49:00 PM em | comentários (0)

Manhã fria de nuvens
Crianças mostram estripulias
Casinhas com flores
Caminho verde
Cantos de sabiás anunciando
Manhã fria de nuvens.

SABOR

Por Pedro Du Bois | 11/09/2011 07:08:00 PM em | comentários (0)

Mentalizo o sabor
refrescante do presente:

            lanço o hálito
            à frente
            da batalha

torturo vítimas
enfraquecidas
enraizadas
desacostumadas
ao martírio

cada palavra é recebida
em homenagem
             e ao futuro digo
             verbos intransitivos.

(Pedro Du Bois, inédito)

Leva tempo

Por Eryck Magalhães | 11/08/2011 01:48:00 PM em | comentários (2)



para que o amor de
                                        um
cruze o amor de
                            outro

às vezes
leva uma vida inteira
e eles          não
          se              cruzam

para os afortunados
eles já nascem entrelaçados


*poema selecionado para o Livro Prêmio Alt Fest, patrocinado pela Fliporto.

Aroma de amora

Por Eryck Magalhães | 11/01/2011 11:46:00 PM em | comentários (1)

No interior,
facilmente se encontra pés de amora
e debaixo deles se namora.

Quando criança, no caminho de volta da escola
gostoso era comer amora,
colher amora...
ajudar as meninas a trepar nos galhos mais altos,
segurá-las pelas mãos...

Colocar amoras (as mais suculentas)
em suas bocas,
e observar o doce suco da fruta
tingir-lhes os lábios.

Chegar em casa de roupas manchadas
e ouvir as queixas de mamãe:
"suco de amora não sai da roupa"
e da memória.

(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 57)

PROSSEGUIR

Por Pedro Du Bois | 11/01/2011 09:10:00 PM em | comentários (0)

No universo incompleto da sequência
o lance derradeiro
            decisivo
            e único na universalidade
da espera: espaço renovado
em desdobramentos e a bifurcação
multiplicada em angústia
se desvela em única
incoerência: a continuidade
perdura no que chamamos
tempo: antes do tempo
chamado além: sem início
e fim perduram farsas
indecifráveis dos haveres:

         a completeza predispõe
         o final da essência
         de início não começado:
                       interlúdio e ofuscada
                       estrela em interestático
                       mundo das profundezas.

(Pedro Du Bois, inédito)

catador de sons

Por JURA | 11/01/2011 06:35:00 PM em | comentários (1)

quero aprender a catar
sons semelhantes que
pousam diferentes nas
árvores das melodias fugidias.


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