LUÍSA

Por Pedro Du Bois | 7/15/2009 09:34:00 PM em , , | comentários (0)

X

Luísa
como pré-nome.

O sobrenome.
O nome de família.

Ante a impossibilidade
do silêncio

eis o nascimento
e suas providências.

A boca suga o peito
na permanência do encontro.

(Pedro Du Bois, em LUÍSA)

APRENDENDO A VOLTAR

Por Pedro Du Bois | 7/13/2009 09:16:00 PM em , , | comentários (0)

III

O riso
e a palavras: encadeada conversa
de mesmo tema:

a doença
a lembrança
a volta

na cidade retorno os passos
e os movimentos
silenciam
as ausências

o riso incompleto
na palavra lembrada: tema
recorrente do que foi roubado
ao tempo.

(Pedro Du Bois, em APRENDENDO A VOLTAR)

O LIXO REVOLVIDO

Por Pedro Du Bois | 7/12/2009 08:08:00 PM em , , | comentários (0)

No desencontro
o tempo passado
em nuvens
insustentáveis

o assombro da chegada
náufrago livre
do contato

despetalada flor
ao lixo jogada

palavras recolhidas
antes de serem ditas
na covardia da primeira vez

encontros: males repetidos
desgastados em imagens descontruídas
de olhos percebidos na distância
entre afetos e inconstâncias
nas sobrevidas inutilizadas.

(Pedro Du Bois, em O LIXO REVOLVIDO)

RETORNO I

Por Pedro Du Bois | 7/11/2009 09:20:00 PM em , , | comentários (0)

...
reconhecer a face
entender a linguagem
saber que o pior passou

agora é a hora da chegada

irreconhecível ser de outras eras
não teria razões para voltar
nem pedir que o regresso
seja recebido em festas
...

(Pedro Du Bois, em POETA em OBRAS, Volume III, fragmento)

VISÕES

Por Pedro Du Bois | 7/10/2009 10:03:00 PM em , , | comentários (0)

Vence e se rejubila
no reconhecimento obtido
ao imediatismo dos olhos

visões resguardam os atos
sucedidos em miragens

vitórias transitam
fechadas matas eletrônicas
e o sinal se perde no espaço

visões permanecem
em cristalizadas ideias.

(Pedro Du Bois, em A INCERTEZA DA VIDA)

CÃES

Por Pedro Du Bois | 7/09/2009 10:27:00 PM em , , | comentários (0)

Escuro tempo
em que as vistas
transitam impávidas
entre monumentos

falam de tormentos
entre uma bebida e outra
contam dos filhos
que lhes respondem
e dos artigos sobre filmes
nos cinemas escuros de refrigerantes
e pipocas: não há sol iluminando
o horizonte e o cão pausadamente
late incertezas
de escuros tempos
de hoje e sempre.

(Pedro Du Bois, em OS CÃES QUE LATEM)


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