SEMPRE

Por Pedro Du Bois | 9/28/2016 06:02:00 PM em | comentários (0)

            tosco
            teso        
            tonto
            na descoberta
                 irritante
                 de que o hoje
                             o ontem
                             me aguardam
                             amanhã

ininterruptamente

(Pedro Du Bois, inédito)

DERRADEIRO

Por Pedro Du Bois | 9/10/2016 05:34:00 PM em | comentários (0)

Na hora derradeira
pergunto sobre o tempo
a chuva
a geada
a chegada do outono
em desfolhadas árvores
de alas acariciando carros
nos movimentos diários

na hora derradeira trago a imagem
do feito
      e do desfeito consolo
      de que apregoam preços
      em feiras e flores na rua

o providencial guarda-chuva
que no semáforo o guarda apita
verdades reguladas em extremos

na hora derradeira o extremo gesto
materializa o antes
                   o agora
                   o distante intercalado
                   no gosto da lembrança.

(Pedro Du Bois, inédito)

SORRISO

Por Pedro Du Bois | 9/02/2016 09:13:00 PM em | comentários (0)

Ao sorriso retribuo
                  músculos retesados

(o mal jogado contra o solo
                            em devolução
                        no palavrão gritado
                            em retribuição).

(Pedro Du Bois, inédito)

LONGE

Por Pedro Du Bois | 8/25/2016 07:52:00 PM em | comentários (0)

Longe estou
no longo trajeto
percorrido

do lugar da partida
ao percurso acumulado

na volta cabe a metade
do caminho que não reduz
a sensação de estar longe

o eco repete a perdição
da palavra no corpo
que retorna.

PRESSUSPOSTO

Por Pedro Du Bois | 8/17/2016 01:02:00 PM em | comentários (0)

A igualdade é pressuposto
da diferença. Doentia
forma de desconhecimento. Arma
e arremesso. Corpo anteposto
ao dia anterior: juventude
e infância. Infâmia
concretada.

Iguais
em si mesmos almejam
o dia da chegada.

E ainda não
foram até a porta.

(Pedro Du Bois, em IGUAIS, Projeto Passo Fundo/2013)

II - O OBJETO RECOMEÇADO

Por Pedro Du Bois | 8/09/2016 05:32:00 PM em | comentários (0)

O menino transita ruas
e detido em luzes
vitrina: renomeia
manequins e roupas

espreita
atrás das luzes
fechadas ao público

honra a família
e se despede
em beijos
- sempre há um manequim
  piscando
  os olhos e girando o pescoço

(mesmo que o menino não olhe
 para trás).

(Pedro Du Bois, em OS OBJETOS E AS COISAS, Primeira Parte, Scortecci, 2006)


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