Por Nestor Lampros | 6/30/2019 05:12:00 PM em | comentários (0)





                                  MINHAS CENTELHAS SOBRE A CIDADE


Como se os olhos fossem  máquinas que empunham sombras,
Cheias de paz, nas redobras do espaço-tempo,
À força de uma água boa de beber
E na altitude estranha dos desertos em chamas,
O sol, crucificando  vozes, desvendam nossas camadas na cidade,
Revelando a visão das últimas sandálias do meu centro permanente.
Na  minha igreja do rosário amarelo arrematado, fortificando um amigo
Mais do que idealista −  o Osnírico, o visionário – vivo e  envolto em chuvas,
Refundando minhas invisibilidades, na minha última ceia, primeira.
Vejo minha mãe cozendo calendas em sua casa, nas efemérides, sob olhares
Vagos e presentes de Yndiara Rosa Macedo e Thais Helena,
Nos mais longos trajetos na escalada do raro progresso feminino,
E são asas contristadas de forma mágica  em encontros vitais.
Na contestação exata destes hospitais insanos
Desalmados, na sua procura atibaiense,
Dr Maurício, nosso amigo, ainda me conclamaria às doses de Olanzapina,
E as subprefeituras descobririam nessa minha imagem opaca,
Ao me escavarem, apresentando-me os dias e todas as noites dissidentes.
E para aferirem  flores, morangos, bom odoris, Isumis
- Bastará plantar os meus contornos citadinos autodançantes,
Em Gersey Pinheiro, em Lukas Lampros, e José e João, na arte
Desenvolta indo além de sonhos, senhas, formas − em paisagens−,
Sem que isso nos desatem em nos constranger, ao menos,
Em reconhecer, depois dos chuviscos tristes dos Congos e das Congadas,
Nos tempos vindouros em sistemas nervosos, os colapsos.
De chuvas de pedras britadas, corpóreas nos lares de nossas serenidades,
A encantação dessa nossa cidade nos poros em desilusões transparentes.

Nestor Lampros, inédito

Prestigie

Por Unknown | 2/08/2017 07:32:00 PM em | comentários (0)

Confira o Tweet de @acontecencia: https://twitter.com/acontecencia/status/827466345990221825?s=09

TORRES

Por Pedro Du Bois | 1/16/2017 03:01:00 PM em | comentários (0)

No verde derradeiro
                torres metálicas
                          frutificam
                          encontros
                          virtuais
                           nas vozes
                                  estáticas
                                  dos compromissos

estamos perto do progresso
e das irradiações recolhemos
o gesto despossuído: a natureza
cede ao cansaço e nos entrega
o óbolo desnecessário: reféns
do instante lemos o passado
em futuros acontecimentos

tardio
o verde restrito
na torre levantada
cala a voz.

(Pedro Du Bois, inédito)

Meu novo livro

Por Unknown | 12/09/2016 08:06:00 PM em | comentários (0)


SER

Por Pedro Du Bois | 11/25/2016 03:14:00 PM em | comentários (0)

insano
busco sentido
na minha existência

(não existo)

(Pedro Du Bois, inédito)

Por Unknown | 11/20/2016 07:13:00 PM em | comentários (0)



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