...
descola a realidade da tela
e a diz imprecisa
como o juízo
que se declara
suspeito
na sentença
...
(Pedro Du Bois, VERDADES E MENTIRAS, fragmento)
VERDADES E MENTIRAS
Por Pedro Du Bois | 9/13/2009 03:26:00 PM em Itapema, Pedro Du Bois, Poesias | comentários (0)
TEMPO CERTO
Por Pedro Du Bois | 9/11/2009 09:19:00 PM em Itapema, Pedro Du Bois, Poesias | comentários (0)
Todas as mortes
mortes
flores secas guardadas no chão
(há o tempo certo?)
rictus face
eterniza a lembrança
esculpida na rigidez
com que se apresenta
(há o tempo certo
e não sou quem o determina).
(Pedro Du Bois, TANTAS MÁSCARAS)
AUDIÇÃO
Por Pedro Du Bois | 9/10/2009 06:24:00 PM em Itapema, Pedro Du Bois, Poesias | comentários (0)
Afina o piano
nota por nota
em cada corda de aço
lubrifica o banco
e a engrenagem:
regula a altura do banco
dispõe as partituras
e abre a primeira
no sentido exato
sentados em volta:
olhos fechados
e ouvidos abertos
nossos pés
acompanham o ritmo.
(Pedro Du Bois, OS SENTIDOS SIGNIFICANTES)
A CRIAÇÃO ESTÉTICA
Por Pedro Du Bois | 9/09/2009 09:52:00 PM em Itapema, Pedro Du Bois, Poesias | comentários (0)
em Portugal:
http://www.corposeditora.com/site/coleccoes.asp?idcoleccao=29&pag=1
abraços,
Pedro.
Colocaram o bigode de molho
Por Fabiano Fernandes Garcez | 9/09/2009 06:57:00 PM em Crônicas, Fabiano Fernandes Garcez, São Paulo | comentários (0)
Há muito tempo venho observando que os homens de hoje não usam bigode, há homens com barba, cavanhaque, mas o bigode sozinho é raro. O bigode está em falta!
Segundo alguns etimólogos, os povos visigodos que viviam na Península Ibérica usavam uma marca registrada: seus bigodes, assim surgiu a palavra bigoth (bigode) derivação de visigoth (visigodos) e com o tempo passou a se referir a penugem abaixo de lábio, mas, se tratando de etimologia, há controvérsias.
Lembro que na minha infância meu pai conhecia inúmeros Bigodes. Assim, apelido, quase nome próprio. Olá, Bigode, com está? Ó não esquece de mandar um abraço pro Bigode! Chegou o Zé Bigode!
Alguns entraram para a história e viraram modelos de outros tantos, como do cantor Freddie Mercury, sempre bem aparado, outros não tão volumosos, como o do Hitler e do Chaplin que eram pequenos, menores que a boca, porém forma marcantes. O bigode chinês, fino e comprido é muito famoso em filmes, o que Marcel Duchamp fez no retrato da Monalisa também é. Aliás, mulher de bigode é raro, mas existe, como também o dito popular que diz que mulher de bigode nem o diabo pode!
O bigode português também foi bem popular, era espesso e levemente ondulado para cima, geralmente era acompanhado por uma caneta atrás da orelha e uma camiseta branca. Já ia me esquecendo do mais famoso bigode do senado. E o que dizer do escovão de Nietzsche, esse sim era um senhor bigode, inigualável, impunha respeito aonde chegava
Apesar de estar fora de moda, o bigode é algo curioso, pelo menos para mim, era um símbolo de virilidade. Será que são esses novos tempos que fizeram os bigodes desaparecer? Talvez porque agora não é mais necessário algo que represente a masculinidade do homem moderno.
CONFUSÕES
Por Pedro Du Bois | 9/07/2009 05:48:00 PM em Itapema, Pedro Du Bois, Poesias | comentários (0)
~
...
as mãos sobem pelas pernas
e do alto avista o sucesso
com que se vende
sob o olhar materno
correlato ao todo
que será abocanhado
aventuras obsoletas
nas páginas imaginadas
como novos preços
a serem divulgados
nada acontece por acaso
nos raros instantes
em que os insetos
ensejam conhecer
da carne o gosto desprezado
...
(Pedro Du Bois, POETA EM OBRAS, Vol. I, fragmento)
