O negro de tão negro é invisível
invisível aos olhos dos que vêem
aos cegos os negros são mais lúcidos
pois negro é tudo o que vêem.
(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 22)
Imagens
embebidas em água
na revelação do filme.
A luz vermelha
proíbe a entrada.
Vejo você
delineada no papel.
Sorridente na fotografia.
O papel liso e brilhante
contêm a sua imagem:
saudade do tempo
que não consigo alcançar.
(Pedro Du Bois, inédito)
Eu vendo o pôr-do-sol... Ninguém se interessa.
A pressa venda os olhos.
Palavras em choque
Por Fabiano Fernandes Garcez | 7/17/2011 08:45:00 PM em Fabiano Fernandes Garcez, São Paulo | comentários (1)
A lei torna-se por
vezes piada
música datada
pele transpirada
campa lápide
lavrada, às vezes
emana de um
capricho
qualquer
Faço poemas di_versos
...mesmo que os versos não rimem.
A oca, outrora oca
hoje é oca
(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 18)
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