Projeto Passo Fundo

Por Pedro Du Bois | 8/30/2015 03:53:00 PM em | comentários (0)

CARTAS

Por Pedro Du Bois | 8/28/2015 09:18:00 AM em | comentários (0)


A maciez das cartas dispostas
na aposta é aridez do tempo
determinado para a escolha

ficar fugir
refugar apostar
multiplicar

instante em que forte
recupera a incerteza

cartas se desfazem
em jogos simultâneos
de remetente e destinatário
encontrados: a rapidez do esforço
desfoca a realidade inebriante
de se saberem
          intérpretes e coadjuvantes.

(Pedro Du Bois, inédito)

ÚLTIMA

Por Pedro Du Bois | 8/22/2015 01:00:00 PM em | comentários (0)

Em último desejo
contempla o rosto
de quem se despede:

              adeuses derivam
              cumprimentos
              no que nos diferenciamos
                                 
              a floresta encobre o corpo
              despido de significância
              e o acoberta destino
              de recobrada esperança

o rosto volta
a face ao outono
despedido em invernos
de reflexos deferidos
ao futuro inócuo.

(Pedro Du Bois, inédito)

DETALHES

Por Pedro Du Bois | 8/16/2015 12:21:00 AM em | comentários (0)

retiro a chave

        da fechadura
                 
         fechada
         trancada
     
apago a luz do quarto
escurecido
         opaco
             enegrecido

fecho os olhos
              cegos
               blindados

repouso sobre a cama
  deitado
  deixado

refaço o trajeto
           saudoso
             amortecido

(Pedro Du Bois, inédito)

convite especial

Por JURANDIR JURA | 8/12/2015 05:43:00 PM em | comentários (0)


DISTRIBUIÇÃO

Por Pedro Du Bois | 8/10/2015 11:29:00 AM em | comentários (0)

a morte em etapas
cobre o rosto
no disfarce da farsa
com que se desmonta
em defesa

apressa o fato
refeito no torvelinho
da água no corpo
inerte de saudade

morte satisfeita na solidão
absorta dos tremores: no ar
o perfume da tormenta

na etapa comparada
aos lamentos da morte
em indissolúvel laço

(Pedro Du Bois, inédito)

OFÍCIO

Por Pedro Du Bois | 8/02/2015 10:54:00 AM em | comentários (0)

Ofício: escrevo a prosa
poética a desnudar sentimentos
embrulhar sentimentos
escolher entre temas
a verdade
o sonho
a nuvem

do ofício trago o dia
e a noite escancarados
de recursos e rasuras

(a folha escrita é cicatriz
 do erro apagado e a erosão
 da verdade em áspera palavra)

reflito vidas em retinas
e no aéreo espaço conheço
a força com que o ofício
recolhe a cantiga: antes da palavra
trago o olhar curioso da transformação.

(Pedro Du Bois, inédito)


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