sem título

Por Adams Alpes | 2/26/2012 09:42:00 PM em | comentários (0)

Morena, tenho um sopro no peito
com saudades de Itauna.
Morena, sopra meu peito pro Norte
pra escutar o forró embalando
nos cabelos seus a noite.
[Adams]

A CASA DAS GAIOLAS - X

Por Pedro Du Bois | 2/24/2012 05:25:00 PM em | comentários (2)

DOENÇA

doente sinto o cuidado do carcereiro
na limpeza surpresa dos incômodos

o remédio amarga o âmago
e o remete ao desassossego

talvez a doença seja a desculpa
por estar preso: o medo da solidão
perdida entre corpos aprisionados

a doença sentencia o fim
da sobrevivência em grades
esgarçadas em anterioridades

refaço as forças e me mostro
no desprezo de quem ainda
repete o tema no grito
agônico das oferendas.

(Pedro Du Bois, A CASA DAS GAIOLAS)

O puro amor

Por Eryck Magalhães | 2/22/2012 03:40:00 PM em | comentários (0)

- Pai, quando crescer quero ser careca igual a você.

GRITOS

Por Pedro Du Bois | 2/17/2012 03:57:00 PM em | comentários (2)

Ao grito preso
peso o corpo
(ileso espírito)
em despropositadas emórias
de aguardados espaços
vazios de recomposição

não posso prender o grito
contido nos anos proibidos
e inibir a mão coordenada
em textos inertes

borbulhantes escoam
pelas bordas e inundam
meus dias

não posso ser afogado
em lembranças
            desconsideradas.

(Pedro Du Bois, inédito)

parceria traços e versos

Por JURA | 2/10/2012 11:18:00 PM em | comentários (1)

Espontaneidade.

MANCHAS

Por Pedro Du Bois | 2/09/2012 01:26:00 PM em | comentários (0)

Na mancha
     marcha impávido soldado
     em soldo
           desconsolado

na marcha
a mancha diluída
em progresso
ingressa na realidade
e a bala o mata

a mata manchada de sangue
seca a mancha inconsolável
                          do soldado.

(Pedro Du Bois, inédito)

De manhã

Por JURA | 2/09/2012 10:39:00 AM em | comentários (0)

A lua ainda no céu
Invertido crepúsculo
Perdido
A lua furtiva 
Encontra-se com o sol.

Lentamente

Por JURA | 2/05/2012 08:39:00 PM em | comentários (0)

─ Ele morreu lentamente.

─ Mas qual a causa mortis?

─ Não sei, ele morreu lentamente.

─ Lentamente como?

─ Foi morrendo lentamente, perdendo as forças, se apagando devagarinho...

─ Mas você não tentou fazer nada?

─ Fiz tudo que podia.

─ Fez o quê?

─ Tudo.

─ Mas não conseguiu salvá-lo?

─ Salvá-lo?

─ É. Você acabou de nos dizer que fez tudo que podia para salvá-lo.

─ Que salvá-lo? Fiz tudo que podia para que o filho da puta morresse lentamente e fiquei ali olhando sua vida se apagando, devagarinho...

 

 


um olhar

Por JURA | 2/05/2012 08:32:00 PM em | comentários (0)

Basta um olhar
Só um olhar
Olhar
Olhar de frente, soslaio.
Basta um olhar
Só um olhar
Para tudo se acabar, para tudo se bastar
Um olhar.

É DE VERDADE (cantiga do tempo)

Por MusicOrama | 2/05/2012 04:17:00 PM em , | comentários (1)

A gente, no verão,

É de ver.

E a gente, no inverno,

É de inverter:

De inventar de verdade.

De verter... de ventar...

Sem dever, a primavera verá,

No devir, o outono de outro não.

Outro, então, há de vir,

No verão

Que a gente vê.

ESFORÇO

Por Pedro Du Bois | 2/03/2012 03:28:00 PM em | comentários (2)

Ávido de paixão
adjetiva a sede
e a bebe sôfrego

(o esforço físico
 de estar presente)

na despedida retorna
em ritos mitificados

a arma acena ao crime
                          continuado

a paixão reduzida na inconsciência
perdida na sofreguidão do corpo

(abatido no esforço
 físico da passagem).

(Pedro Du Bois, inédito)


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