PREÇO

Por Pedro Du Bois | 8/31/2011 04:41:00 PM em | comentários (0)

Exulta
  exalta
    no vulto do espelho
    espelha
     o gesto
        com que se repete

no aplauso consequente
 de louvações o destino
 busca o passo seguinte
 não o repetido espetáculo

em que avulta o preço
  da homenagem.

(Pedro Du Bois, inédito)

SERENATA DE SAUDADE

Por MusicOrama | 8/30/2011 07:07:00 PM em | comentários (0)

Ainda você, minha flor do amanhecer,

Que saboreava cada verso meu,

Como se, dali, chegasse ao apogeu
...
Da felicidade em teu alvorecer.



Ainda você, meu sol a florescer,

Que se lamentava a cada avesso teu,

Como se eu fosse uma luz em teu liceu,

Como o breu viesse eu a converter.



Ainda, em cada serenata de amor,

Você, que não se acostuma à ira, à dor

De saber um mar sem rima ou remador


RODA ATIVA

Por JURA | 8/25/2011 03:55:00 PM em | comentários (1)

roda gira
pira,
roda expira.

roda lírica,
empírica
roda de catira

PARADOXO

Por Pedro Du Bois | 8/23/2011 03:54:00 PM em | comentários (1)

Há sempre
      o paradoxo

  no suicida
  doador de órgãos.

(Pedro Du Bois, inédito)

As minhas faces

Por Tonho França | 8/21/2011 10:37:00 PM em | comentários (1)



Observo a caixa onde o último charuto descansa

Há uma certa elegância no aroma do Cohiba



Ainda pousa sobre amarelados papéis

a caneta de pena importada

o relógio de bolso em ouro



(ambos herança de meu avô)



já desfiz-me de tudo que era precioso



perdi-me de muitos rostos caros e amigos

e morri um pouco em cada mulher que amei



hoje o tom escuro repousa em quase todas minhas roupas

e toda essa profusão de sons, cores, pessoas

são estranhas ao meu olhar.



Relembro na pausa de um suspiro (lento)

Toda minha vida

pouco restou de uma época e de mim.



Os últimos poemas ainda insistem na memória

Eles tem a alma, o ritmo e o segredo dos mares



E toda noite, condenam-me veemente

ostentando sobre as ondas, brados revoltos

em espumas claras-intensa-reluzente



A face de todos meus “eus” mortos

Fabiano Fernandes Garcez: Notícias

Por Fabiano Fernandes Garcez | 8/19/2011 11:14:00 PM em | comentários (0)

Fabiano Fernandes Garcez: Notícias: Jornal Comunicação Regional publica crônica de Fabiano Fernandes Garcez http://2.bp.blogspot.com/-qSMs6W4xeCs/Tk49sK_v64I/AAAAAAAABQM/y...

Minha poesia

Por Tonho França | 8/19/2011 08:03:00 PM em | comentários (1)



é arredia
sabiá-laranjeira
saíra
cor de canto
que às vezes
somente às vezes
                        c
                        a
              em  m i m

Tonho França

AMESTRAMENTO

Por Pedro Du Bois | 8/18/2011 05:40:00 PM em | comentários (0)

O mestre
amestra
os alunos

o balançar
do lápis: papel
               riscado

arrisca sussurros
ao espaço
e colhe
na vibração
o tempo

ao mestre
restam
amestradas
lembranças
em desalinho

                   o lápis intocado
                   repassa
                   o papel
                   intacto.

(Pedro Du Bois, inédito)

DEBATE CULTURAL

Por JURA | 8/16/2011 06:49:00 PM em | comentários (0)


COMPAREÇAM! DIVULGUEM!

CAMINHOS

Por JURA | 8/15/2011 03:40:00 PM em | comentários (0)


Pegadas diferentes
Destinos iguais
Mesmo caminho
Passos desiguais.
Marcas mais leves
Desenhos mais profundos.
Juntos,  pegadas diferentes
Passos desiguais.

Por Pedro Du Bois | 8/10/2011 10:10:00 AM em | comentários (0)


. INVESTIGAÇÃO



Quando encerra o expediente

o investigador engaveta

seu trabalho ao próximo dia?



Quando cessa seu trabalho

no final do turno

o investigador leva para casa

sua linha de raciocínio?



Quando descansa junto à janela

após jantar com a família

ou do lanche no bar da esquina

o investigador dispensa

o caso guardado?



Quando dorme no final da noite

com o que sonha o investigador?

(Pedro Du Bois, inédito)

Sons e cores

Por JURA | 8/05/2011 10:31:00 PM em | comentários (0)

Apaguei a luz pra que não visse minhas lágrimas. Porque também a luz atrapalhava, direcionava minha atenção pra outros sons e cores. Queria-me inteiro pra música.

Escrever, para meu amigo Mala

Por JURA | 8/05/2011 10:18:00 PM em | comentários (1)

Escrever me define o que sou, quem sou, e o que vejo do que outros são.
Escrever dói, arranha, anima, ânima.
Alma, blues, "todo amor que houver nessa vida"
Escrever me salva de mim mesmo.

Cegueira

Por Eryck Magalhães | 8/03/2011 10:58:00 PM em | comentários (0)

O negro de tão negro é invisível
invisível aos olhos dos que vêem
aos cegos os negros são mais lúcidos
pois negro é tudo o que vêem.

(Eryck Magalhães, Ecos e outros versos, 22)

IMAGENS DISTANTES

Por Pedro Du Bois | 8/03/2011 09:03:00 PM em | comentários (0)





Imagens

embebidas em água

na revelação do filme.



A luz vermelha

proíbe a entrada.



Vejo você

delineada no papel.

Sorridente na fotografia.



O papel liso e brilhante

contêm a sua imagem:

saudade do tempo

que não consigo alcançar.

(Pedro Du Bois, inédito)


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