no
final sabemos
que o
fim prenuncia
a nova
sequência
inacessível
por enquanto
e a morte
se sente
ligeiramente
estável
(Pedro Du Bois, inédito)
no
final sabemos
que o
fim prenuncia
a nova
sequência
O primeiro sinal
na espera
na escrita
no que perscruta
espaço confessado
no inconformado exemplo
desatualizado de seres
desconsiderados em ameaças
o sinal fortalece o medo
no excesso de zelo alertado
ao canto profético das cigarras
o entorno da fera se embeleza
no induzir ao erro capitalizado
na espera inicial do sinal
o primeiro sinal determina
o escuro
no espúrio
esperto adormecer.
(Pedro Du Bois, inédito)
A língua sobre o corpo
corta a corrente
sanguinea no convite
ao extremo espremer
da mão contra a força
com que se defende
a boca diz impropérios
sobre o império machista
dasabado em águas
a língua estala na boca
o progresso do encontro.
(Pedro Du Bois, inédito)