No desvio
concentra
a palavra
diz o que diz
de forma
primitiva
não se acostuma ao trajeto
metódico dos seguimentos
não se oculta ao raio
iluminado na conquista
nas curvas desvia o corpo
no abstrato dos sentidos
no arrependimento traz certezas
do que é dito na ultimação da pergunta.
(Pedro Du Bois, inédito)
essas coisas menores
redigidas em páginas
amareladas de comerciais
estanques de empresas falidas
no catálogo encontro encenações
na figuração do todo
nas coisas menores perduro
animações e respeito pelo espaço
vago para nascimentos e ações
na contrariedade da resposta
deixo recados de desencontros.
(Pedro Du Bois, inédito)
no
final sabemos
que o
fim prenuncia
a nova
sequência
inacessível
por enquanto
e a morte
se sente
ligeiramente
estável
(Pedro Du Bois, inédito)
e a vontade abdica: fosse
rainhas e reis despóticos
imutáveis em vontades
ignoradas no todo e em parte
o destino não recomeça
em novos trajetos
onde o futuro revigore
o passado em desvantagem
das luzes no tempo final
reapresentado: resto inaudível
no que não me apresento.
(Pedro Du Bois, inédito)
ou diluído em líquidos
desnecessários no calvário
das ilustrações baratas. Lugar
correto para o pagamento
do atormentado passado:
epicentro em gastos
de silenciados vazios
nos lamentos inferiores
abertos ao passar
o corpo deserto
ao sabor do saber simulado;
esconderijo da sina o acerto
encontra amparo na farsa maior
das encomendas: resta o espúrio
da saudade em horas memorizadas
nos rostos de agora: não
inconstantes modos de ver
a mesma vida: outro lugar
na ilusão do espaço
tornado tempo decorrido.
(Pedro Du Bois, inédito)
O primeiro sinal
na espera
na escrita
no que perscruta
espaço confessado
no inconformado exemplo
desatualizado de seres
desconsiderados em ameaças
o sinal fortalece o medo
no excesso de zelo alertado
ao canto profético das cigarras
o entorno da fera se embeleza
no induzir ao erro capitalizado
na espera inicial do sinal
o primeiro sinal determina
o escuro
no espúrio
esperto adormecer.
(Pedro Du Bois, inédito)



