PARÁBOLA

Por Pedro Du Bois | 1/26/2015 11:26:00 AM em | comentários (0)

No desvio
         concentra
  a palavra

diz o que diz
de forma
          primitiva
                             
não se acostuma ao trajeto
metódico dos seguimentos
               não se oculta ao raio
               iluminado na conquista

nas curvas desvia o corpo
no abstrato dos sentidos

no arrependimento traz certezas
do que é dito na ultimação da pergunta.

(Pedro Du Bois, inédito)

ESSAS COISAS

Por Pedro Du Bois | 1/14/2015 11:57:00 AM em | comentários (0)

essas coisas menores
redigidas em páginas
amareladas de comerciais
estanques de empresas falidas

no catálogo encontro encenações
        na figuração do todo

nas coisas menores perduro
animações e respeito pelo espaço
vago para nascimentos e ações

na contrariedade da resposta
deixo recados de desencontros.

(Pedro Du Bois, inédito)

FINAL

Por Pedro Du Bois | 1/06/2015 03:31:00 PM em | comentários (0)

no final sabemos
que o fim prenuncia
a nova sequência

menor
pior
inacessível
por enquanto

o corpo é o pouco
adquirido
e a morte
se sente
ligeiramente
estável

o desconhecimento abarca a obra
necessária na hora desejada.

(Pedro Du Bois, inédito)

FINAIS

Por Pedro Du Bois | 12/31/2014 10:10:00 AM em | comentários (0)


nos tempos finais
o corpo cede ao cansaço
e a vontade abdica: fosse
rainhas e reis despóticos
imutáveis em vontades
ignoradas no todo e em parte
 
o destino não recomeça
em novos trajetos
onde o futuro revigore
o passado em desvantagem

a cena decomposta
em cenários desfeitos: o apagar
das luzes no tempo final
reapresentado: resto inaudível
no que não me apresento.

(Pedro Du Bois, inédito)

LUGARES

Por Pedro Du Bois | 12/25/2014 10:35:00 AM em | comentários (0)


não há outro lugar
onde possa ser confundido
ou diluído em líquidos
desnecessários no calvário
das ilustrações baratas. Lugar
correto para o pagamento
do atormentado passado:
epicentro em gastos
de silenciados vazios
nos lamentos inferiores
abertos ao passar
o corpo deserto
ao sabor do saber simulado;
esconderijo da sina o acerto
encontra amparo na farsa maior
das encomendas: resta o espúrio
da saudade em horas memorizadas
nos rostos de agora: não
inconstantes modos de ver
a mesma vida: outro lugar
na ilusão do espaço
tornado tempo decorrido.

(Pedro Du Bois, inédito)

PRIMEIRO SINAL

Por Pedro Du Bois | 12/17/2014 02:59:00 PM em | comentários (0)

O primeiro sinal
na espera
na escrita
no que perscruta

espaço confessado
no inconformado exemplo
desatualizado de seres
desconsiderados em ameaças

o sinal fortalece o medo
no excesso de zelo alertado
ao canto profético das cigarras

o entorno da fera se embeleza
no induzir ao erro capitalizado
na espera inicial do sinal

o primeiro sinal determina
o escuro
   no espúrio
        esperto adormecer.

(Pedro Du Bois, inédito)


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