As várias artes poéticas contemporâneas

Por Fabiano Fernandes Garcez | 4/18/2011 01:24:00 PM em , , |


http://www.revistazunai.com/ensaios/fabiano_fernandes_garcez_variasartespoeticas.htm



Discorrer sobre a produção poética contemporânea não é uma tarefa fácil. Dessa maneira, discorrer sobre a produção poética contemporânea, sem incorrer em erro, de qualquer espécie, é uma tarefa árdua.
É quase impossível tentar “mapear” a poética contemporânea. Primeiro, devido ao grande número de poetas brasileiros, que, sobretudo após a internet, torna, a cada dia, a tarefa mais difícil; no entanto, alguns poetas ganham destaque nos meios de comunicação, na crítica ou na própria internet. Segundo, porque é extremamente difícil fazer uma análise de qualquer estrato do tempo em que estamos inseridos.
Neste texto, tentarei apresentar os diversos tipos de poéticas existentes, mas não citarei nenhum poeta como representante, porque cada um carrega uma enorme palheta de diferentes influências, pois não é o objetivo do texto criar rótulos literários para a poesia contemporânea. Assim, prefiro fazer uma breve análise das várias tendências poéticas ou, como gostam alguns críticos, famílias poéticas, uma vez que essa separação, ou aglutinação de poeticidades, pode ser, no mínimo, enganosa, pois são raros os poetas que se mantêm em apenas um estilo de texto.
Com isso, sem muitas idas e vindas, chamaremos de contemporânea toda a produção de poetas que publicaram após os anos de 1945 do século passado. Dessa forma, antes de apresentar esses estilos ou famílias poéticas, vejamos algumas definições do mais cultuado e conceituado crítico brasileiro, Antonio Cândido, que, em seu livro O estudo analítico do poema, define o emprego da palavra como imagem ou símbolo.
A base de toda imagem, metáfora, alegoria ou símbolo é a analogia, isto é, a semelhança entre coisas diferentes. E aqui encontramos, no plano dos significados, um problema que já encontráramos no plano das sonoridades como sinestesia: o da correspondência. Com base na possibilidade de estabelecer analogias o poeta cria a sua linguagem, oscilando entre a afirmação direta e o símbolo hermético. Raramente o poema é feito apenas com um ou outro destes ingredientes polares, e na sequência dos versos somos capazes de notar a gradação que os separa. Muitas vezes, o elemento simbólico não está na peculiaridade das palavras, ou na sequência de imagens, mas no efeito final do poema tomado em bloco. E em tudo observamos a capacidade peculiar de sentir e manipular palavras. (Cândido, 1993).

Assim, tendo como base a figuração das palavras, Antonio Cândido aponta três tipos de poemas. Para o primeiro tipo, o poeta usa todas as palavras em seu sentido próprio, mas a combinação dessas palavras cria um conceito figurado.
Pode, mesmo, dar-se o caso de o poeta não usar uma só palavra figurada, mas combinar de tal modo as palavras em sentido próprio, que elas se ordenam como um conceito figurado, uma realidade diversa do que as palavras exprimem em sentido próprio. [...] O sentido geral do poema é figurado, talvez um símbolo, enquanto o sentido de cada palavra é próprio. (Cândido, 1993).


O segundo tipo, é o que traz a maioria das palavras em sentido figurado, sendo usadas como imagens ou símbolos. Entretanto, mesmo as que estão em seu sentido próprio ganham valor de imagens simbólicas. Assim, todos esses símbolos são partes de um todo no poema.
Outro caso é o dos poemas em que praticamente todas as palavras são figuradas, embora umas se apresentem como tais, outras não. São usadas de modo que, mesmo sem parecerem imagens, sofrem uma alteração de significado, que vai resultar na alteração geral mencionada nos casos anteriores. […] Os demais apresentam realidades não figuradas, mas próprias. No entanto, a direção de mistério que orienta o poema faz com que cada palavra pareça figurada. O sentido figurado geral já esta prefigurado nestas palavras usadas como imagens sem o serem propriamente, pois todas são provavelmente símbolos. (Cândido, 1993).


Logo, Cândido define a alegoria desta maneira:
[...] alegoria, isto é, num tipo de linguagem figurada que, por meio da sequência das imagens, ou dos conceitos, resulta numa distorção geral do sentido. (Cândido, 1993).


Além desses dois tipos de poemas, Antonio Cândido chama a atenção para um terceiro: aquele que traz em cada palavra, ou verso, um sentido figurado, mas o poema, como um todo, é claro e explícito.
[...] temos um processo comum na poesia, que consiste em organizar logicamente, racionalmente, um pensamento poético que em si é ilógico, pois está baseado na alteração dos significados normais das palavras. Resulta ao mesmo tempo, no fim do poema, um sentido geral claro e expressivo, e um sentido figurado em cada parte, ambos colaborando para o efeito poético total. (Cândido, 1993).

Dessa maneira, nem é apenas de metáforas que se faz um poema. Com isso, Ezra Pound (1934-1972) indica três procedimentos básicos para sua criação:
1)      Melopeia: musicalidade dos versos a partir dos recursos sonoros e fonéticos, como o ritmo do poema, a aliteração, assonância, entre outros;
2)      Fanopeia: a criação de imagens por meio das palavras dos versos; é o apelo à imaginação visual do leitor;
3)      Logopoeia: é a criação da mensagem do poema; recursos linguísticos intelectuais ou emocionais.
Portanto, para a produção poética requer-se a manipulação da linguagem, e é por meio de recursos linguísticos do significante (palavra) e do significado (ideia) que o poeta cria, ou recria, o seu mundo, dialogando com ele. Assim, Décio Pignatari afirma que o poema é um ser de linguagem.
O poema é um ser de linguagem. O poeta faz linguagem, fazendo poema. Está sempre criando e recriando a linguagem. Vale dizer: está sempre criando o mundo. Para ele, a linguagem é um ser vivo, O poeta é radical (do latim, radix, radicis = raiz): ele trabalha as raízes da linguagem. Com isso, o mundo da linguagem e a linguagem do mundo ganham troncos, ramos, flores e frutos. É por isso que um poema parece falar de tudo e de nada, ao mesmo tempo. É por isso que um (bom) poema não se esgota: ele cria modelos de sensibilidade. É por isso que um poema, sendo um ser concreto de linguagem, parece o mais abstrato dos seres. É por isso que um poema é criação pura — por mais impura que seja. É como uma pessoa, ou como a vida: por melhor que você a explique, a explicação nunca pode substituí-la. É como uma pessoa que diz sempre que quer ser compreendida. Mas o que ela quer mesmo é ser amada. (Pignatari, 2004).

Entretanto, esse diálogo nem sempre é harmônico. Sobre isso, Roman Jakobson afirma:
A poesia vive em conflito com o tempo e o pensamento e manifesta essa tensão na linguagem, construção estética que dialoga com a história, pessoal e coletiva, ao mesmo tempo em que afirma sua própria identidade como artefato artístico [...] (Toledo, 1971).

Dessa forma, é essa construção estética que interessa ao nosso estudo. Se a poesia vive em conflito com tempo e o pensamento, como afirma Jakobson, de que forma a poesia brasileira sobrevive em uma sociedade capitalista de consumo? Sociedade esta que torna o homem anônimo, mais um em uma grande massa de manobra do sistema de capital. E esse homem está sem voz. A poesia tenta restaurar, nesse homem, a sua individualidade. Talvez seja por isso o visível aumento das publicações de poesia, por pequenas ou médias editoras; edições financiadas pelo próprio autor; suplementos; periódicos; e até mesmo publicações em vários formatos nos meios virtuais.
Sobre essa produção poética contemporânea, o crítico Manuel da Costa Pinto afirma haver duas vertentes:
Existem duas ideias sobre a poesia brasileira que são consensuais, a ponto de terem virado lugares-comuns. A primeira diz que um de seus traços dominantes é o diálogo cerrado com a tradição. Mas não qualquer tradição. O marco zero, por assim dizer, seria a poesia que emergiu com a Semana de Arte Moderna de 22. A segunda ideia, decorrente da primeira, é que essa linhagem modernista se bifurca em dois eixos principais: uma vertente mais lírica, subjetiva, articulada em torno de Mário de Andrade, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade; e outra mais objetiva, experimental, formalista, representada por Oswald de Andrade, João Cabral de Melo Neto e a poesia concreta. (Pinto, 2004).

O jornalista e poeta Rodrigo Garcia Lopes, em seu artigo “Muito além da academídia: Poesia brasileira hoje”, publicado na revista Coyote, fez severas críticas aos critérios adotados por Manuel da Costa Pinto:
A presença de uma palavra como "consenso", logo na segunda linha de um livro que promete mostrar "a diversidade da nossa história poética e ficcional" (p. 10) é no mínimo perigosa. Como vimos com Noam Chomsky, o conceito de consenso, nas sociedades democráticas, é manufaturado, escamoteado, quase sempre para favorecer instituições (fundações, universidades, imprensa, academias, editoras) e os interesses dos grupos dominantes e hegemônicos da sociedade. A fabricação desse consenso se dá todos os dias, e a mídia é quem cuida disso, através de fórmulas prontas e muitas vezes subliminares. É a lógica do mercado interferindo na mente dos cidadãos. Ideias não são consensuais. São um campo de batalha. A poesia não pode ser consensual, pois sua prática, idealmente, é ser não conformista. (Lopes, 2005).

Mais adiante, o doutor em literatura, Fábio Cavalcante de Andrade, estabelece quatro tendências:
1. Poesia Marginal, surgida como resposta direta ao clima opressivo do regime militar, buscando espontaneidade e o retratismo do cotidiano político;
2. Poesia Visual, herdeira e continuadora de determinados procedimentos do concretismo, bem como de outras vanguardas;
3. Poesia de Renovação das formas tradicionais e do cotidiano, indicando obliquamente uma forte presença de poéticas como as de Drummond e Manuel Bandeira, mas onde também se pode encontrar certo classicismo;
4. Poesia Hermética, acrescentando ao cânone brasileiro uma série de poetas difíceis, obscuros, apresentando ainda grande parentesco com valores da alta modernidade. (Andrade, 2008).

Portanto, é sobre essas quatro tendências que tentarei discorrer, mesmo sabendo que toda e qualquer classificação é arbitrária e provisória, porém necessária para uma tentativa de mapear as várias linhas ou estilos da poética contemporânea.

Poesia Marginal
A poética denominada Marginal, também conhecida como geração mimeógrafo, nasceu nas décadas de 1970 e 1980, anos da ditadura militar. É uma poética engajada, rebelde e revolucionária, sem preocupações estéticas e de acentuada informalidade. Essa poética também é marcada pelos recortes do cotidiano. Heloísa Buarque de Hollanda, na antologia Esses Poetas, primeiro registro dessa poética, acaba inserindo a poética surrealista paulistana pautada pelo registro espontâneo às experiências com a escrita automática. Os poetas marginais participavam de todo o processo do livro, da criação, manufatura e venda. A este respeito, no prefácio da coletânea da segunda edição, Heloísa escreve:

Frente ao bloqueio sistemático das editoras, um circuito paralelo de produção e distribuição independente vai se formando e conquistando um público jovem que não se confunde com o antigo leitor de poesia. Planejadas ou realizadas em colaboração direta com o autor, as edições apresentam uma face charmosa, afetiva e, portanto, particularmente funcional. Por outro lado, a participação do autor nas diversas etapas da produção e distribuição do livro determina, sem dúvida, um produto gráfico integrado, de imagem pessoalizada, o que sugere e ativa uma situação mais próxima do diálogo do que a oferecida comumente na relação de compra e venda, tal como se realiza no âmbito editorial. A esse propósito, convém lembrar a tão frequente presença do autor no ato da venda o que de certa forma recupera para a literatura o sentido de relação humana. (Hollanda, 1998).

Poesia Visual
Essa poética é herdeira da vanguarda concretista, mais principalmente do poeta francês Mallarmé, e próxima das artes plásticas e dos meios tecnológicos. Faz a união entre a cultura pop, de massa, com a publicidade, a música, sobretudo o videoclipe. Poética que utiliza a escrita como elementos gráficos, além de outros recursos visuais, como as colagens, os grafismos e os diferentes alfabetos. Segundo o crítico e poeta Claudio Daniel, em seu artigo, “Pensando a Poesia Brasileira em Cinco Atos”, publicado na revista paranaense Coyote, é uma linguagem de futuro promissor, devido ao avanço tecnológico.
É possível supor que, dentro de uma ou duas décadas, as novas gerações possam unir o conhecimento dos livros com o manejo tecnológico, tendo condições ideais para desenvolverem poemas interativos, aprofundando as propostas das vanguardas históricas. Será essa, porém, a única via para a experimentação poética? Ou é possível prosseguir com o ideal de invenção no poema-texto? (Daniel, 2005).

Poesia de Renovação das formas tradicionais e do cotidiano
Conforme descrito por Manuel da Costa Pinto, essa poesia está ligada ao cânone modernista, principalmente a dupla Bandeira e Drummond; é de uma vertente mais lírica e subjetiva da experiência da vida comum e cotidiana, também marcada por uma forte intertextualidade, e apresenta várias formas: a fixa (sonetos, odes etc.) ou a livre. É conhecida por geração 60, mesmo que alguns de seus representantes tenham publicado antes ou depois. Sobre essa vertente, Fábio Cavalcante afirma:
Na geração de 60 é possível reconhecê-los, aqueles que cultivaram o lirismo, através de formas fixas ou livres, ressaltando ou ocultando o sujeito lírico, e mantendo a experiência humana como fonte fundamental de suas inquietações e órbita incontornável do poema. Do ponto de vista técnico, apresentam diversidade e facilidade de locomoção entre registros formais diferentes. Do soneto a uma canção, dos versos livres à criação de novas formas fixas. Em todos, porém, sente-se a proximidade de uma experiência vital de vida, que não desaparece no formalismo de vanguarda nem na facilidade da expressão espontânea. Nem o fetiche da inovação nem a suposta liberdade do engajamento. São poetas responsáveis pela manutenção, ao longo de três décadas, do terreno literário, protegendo-o contra a infertilidade na qual muitos marginais caíram, e contra as experiências malogradas da vanguarda mais radical. (Andrade, 2008).


Poesia Hermética
Essa poética é chamada de hermética por apresentar uma linguagem elaborada, sem articulação léxica, por vezes obscura ou enigmática. Com isso, Fábio Cavalcante afirma:
O Hermetismo poético é senão a principal, uma das principais formas da expressividade moderna, uma espécie de platonismo às avessas: quanto mais distante do retratismo, da mera cópia da realidade, mais verdadeiro aos olhos dos poetas. (Andrade, 2008).


Essa poética ganha força a partir dos anos 1990. É herdeira de várias fases do Modernismo, principalmente das mais radicais e experimentais, como a poesia concreta; dos poetas João Cabral de Melo Neto e Murilo Mendes; dos poetas marginais; e também das culturas primitivas, orientais, bem como da cultura pop. Claudio Daniel, em seu artigo “Uma escritura na zona de sombra”, afirma:
A diversidade de linhas de pesquisa e processos de criação, signo dinâmico da nova poesia, requer não o estático, mas o mutável, sem a hegemonia de uma única concepção, e aponta ainda em outras direções luminosas. O tempo exige poéticas em mandala, arco-íris, cauda de pavão, e desencasula formas e cores como um tapete marroquino [...].
Os poetas atuais não comungam de um mesmo credo, mas têm como princípio básico a noção do poema como um elaborado artefato de linguagem — e não apenas isso. O meticuloso artesanato das palavras soma-se à investigação de novos repertórios simbólicos e culturais do Ocidente e do Oriente, da escritura e de outros códigos de expressão, de um passado remoto ou da atualidade — como resistência. (Daniel, 2000).


O poeta e ensaísta continua sua afirmação e, em seu artigo “Geração 90: uma pluralidade de poéticas possíveis”, divide essa poética em quatro grupos. São eles:
Neobarroco – A poética da “pérola irregular”
De elevado grau de elaboração de linguagem algumas similaridades formais, como o uso da metáfora, a riqueza imagética, as referências à pintura, à fotografia e ao cinema, o vocabulário erudito e a sintaxe fraturada, que não elimina o discurso, mas o redimensiona de maneira inventiva. São poemas que se afastam da espacialização gráfica e da fragmentação léxica do concretismo e também da linguagem coloquial e prosaica da “geração mimeógrafo”, aproximando-se de uma construção mais hermética ou barroquizante que exige do leitor uma cumplicidade de repertório e uma não menos árdua estratégia de leitura. O verso não é abolido, mas reconstruído para além da camisa-de-força da métrica e das facilidades oferecidas pelo verso livre, abrindo um campo de experimentação para a poesia enquanto elaboração verbal.

Minimalismo – A poética da arquitetura concentrada
A construção poética concisa, fragmentária, que condensa os recursos da linguagem e se choca com violência contra a sintaxe discursiva e a própria noção de verso define a tendência minimalista. O principal recurso estilístico utilizado por essa tendência é a metonímia, aliada à elipse, embora apareçam também metáforas de sabor surrealizante, que derivam dos tender buttons de Gertrude Stein. A esse respeito, Manuel da Costa Pinto fala em “justaposição de frases nominais, refratárias às correlações lógicas”, e ainda de uma “língua desconexa”.

A poética do formalismo informal
Incorpora elementos implícitos do cinema em suas próprias estruturas — cortes, fusões, sequências, closes, flashbacks, silêncios, ruídos (idem). A influência do cinema, da música popular, da filosofia oriental, da mitologia beat e das histórias em quadrinhos é visível. São poetas que mesclam referências cultas às linguagens da comunicação de massa, explorando também o imaginário e as formas estéticas de culturas não ocidentais, como os mitos indígenas e a poesia chinesa e japonesa. O resultado desse sincretismo é uma poesia de dicção coloquial, melódica e fluente, com o uso eventual de rimas, aliterações e do verso longo, próximo à prosa, mas sem desprezar o uso espacial das linhas na página. A imagem é um elemento importante para a articulação do seu pensamento, com o uso de closes e cortes metonímicos para a descrição de cenários da natureza.

Etnopoesia – A poética da miscigenação transistórica

A recriação de formas poéticas de culturas antigas e não ocidentais, como o oriki africano, o sijô coreano ou os cantos xamânicos de tribos esquimós corresponde a uma tendência conhecida como etnopoesia.  (Daniel, 2008).


Portanto, esta análise tem como propósito apresentar algumas das possibilidades poéticas contemporâneas, porém sabendo de sua pluralidade criativa, e que essas possibilidades são e estão vivas, crescendo, metamorfoseando e frutificando-se, impossível de alocar-se em prateleiras estáticas reducionistas.





Referências



ABAURRE, Maria Luiza Marques. “Como ler um poema?” In: ABAURRE, Maria Luiza Marques; PONTARA, Marcela.  Literatura Brasileira: tempos, leitores e leitura. São Paulo: Moderna, 2006.

ALEXANDRE, Alberto. Tentativa de Pôr Ordem na Casa. MASSI, Augusto (org.). Artes e Ofícios da Poesia. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 1991, pp. 24-25.

ANDRADE, Fábio Cavalcante. A transparência impossível: lírica e hermetismo na poesia brasileira atual / Fábio Cavalcante de Andrade. – Recife: O Autor, 2008. 331 folhas: ilustrado, quadro.

ANTUNES, Arnaldo. “Prefácio para o livro ‘Não’, de Augusto de Campos” In: CAMPOS, Augusto de. Não. São Paulo: Perspectiva.

BOSI, Alfredo. O ser e o tempo da poesia. São Paulo: Cultrix, 1990.

CÂNDIDO, Antônio. O estudo analítico do poema. São Paulo: FFLCH-USP, 1993. (Terceira leitura, 2).

DANIEL, Claudio. “Geração 90: uma pluralidade de poéticas possíveis”. In: Protocolos críticos. São Paulo: Iluminuras / Itaú Cultural, 2008.

DANIEL, Claudio. “Pensando a Poesia Brasileira em Cinco Atos”. Revista Coyote, Londrina, n° 13, pp. 48-51. 2005.

DANIEL, Cláudio. “Uma escritura na zona de sombra”. Babel. Revista de poesia, tradução e crítica, nº 3, set.-dez. 2000.

OLIVEIRA, Solange Ribeiro de. “Do poema ao vídeo e à instalação: o poético nas artes contemporâneas”.

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ESTEBAN, Claude. Critica da Tazfio poética. Trad. Paulo Azevedo Neves da Silva. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

FERREIRA, Valéria Rosito. “Poesia contemporânea em Arnaldo Antunes: ventando as palavras, alforriando as coisas”.

HOLLANDA, Heloisa Buarque de. 26 Poetas Hoje, (organização, 2ª edição) RJ, Aeroplano Editora, p. 270. RJ, 1998.
___________.__________________. Esses Poetas – uma antologia dos anos 90, (organização), p. 318. Aeroplano Editora, RJ, 1998.

JAKOBSON, R. e TYNIANOV, J. “Os problemas dos estudos literários e linguísticos”. In: TOLEDO, Dionísio de Oliveira. (org.). Teoria da literatura — formalistas russos. Porto Alegre: Globo, 1971.

LOPES, Rodrigo Garcia. “Muito Além da Academídia: Poesia Brasileira Hoje”. Revista Coyote, Londrina, n° 12, pp.48-51. 2005.

PIGNATARI, Décio. O que é comunicação poética. São Paulo, Ateliê Editorial, 2004.

PINTO, Manuel da Costa. Literatura brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2004.

SISCAR, Marcos. “A cisma da poesia brasileira”. In: Sibila. ano 5: n° 8-9: 2005, pp. 41- 60. São Paulo.

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2 comentários:

  1. Eryck Magalhães on 18 de abril de 2011 21:45

    Belo artigo, Fabiano!
    Muito enriquecedor e esclarecedor. Reconheci muitas características da poesia hermética e minimalista em meus poemas.
    Abraço!

     
  2. JURA on 21 de abril de 2011 09:59

    Texto lúcido e esclarecedor.
    Obrigado pelo comentários feitos em meus poemas

     


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